domingo, 25 de março de 2012

Hoje vou falar do meu tema favorito: SOLIDÃO

Etimologia do termo: Só, desacompanhado, solitário, único, próprio. Do latim solus. Solipsismo - Doutrina filosófica segundo a qual a única realidade do mundo é o próprio eu.

Sentir solidão não é o mesmo que estar sozinho... Estar sozinho é uma situação onde não há outra pessoa presente, já a solidão é inerente à condição humana. Você pode estar no meio de milhares de pessoas e, ainda assim, sentir solidão.

Esse sentimento faz nós, seres mortais, sofremos porque nos mostra o quanto "precismos do outro", pois quando estamos em contato somente com nossos pensamentos, automaticamente ficamos em contato com aquilo que nos aflige, ou seja, os momentos de solidão são os momentos que nos colocam em contato com as dificuldades do nosso ser.

A solidão traz o tédio, que é a dor de ver a vida passar e sentir que não a está vivendo, ou, aproveitando as as oportunidades que estariam passando por ela. Esse sentimento traz a angústia e, então, o ser solitário vai se "afundando" cada vez mais em um vazio desesperador.
Segundo Paul Tilich, a angústia é o estado do ser, em que se se tem consciência de seu possível "não ser". É  a angústia de finitude. Quem está angustiado, está desamparado. Ele define três tipos de angústia: a do destino e da morte, da vacuidade e insignificação e da culpa e condenação.  
Geralmente, a solidão se intensifica após uma perda. Perder algo que amamos é algo devastador para o coração, parece que tudo, toda a nossa existência se esvazia e só ficam "lembranças".... Lembranças do que foi, lembranças do que gostaríamos que tivesse sido, lembranças...
Lembranças que ora fazem bem, outrora causam mais dor, logo, mais angústia e mais solidão.

Muitas vezes, a pessoa que se sente solitária não sabe como sair desse vazio. Não consegue enxergar a tal "luz no fim do túnel" e vai, cada vez mais, se afastando de tudo e de todos. Mas o que o solitário não sabe, é que aquilo que ele tanto busca no outro, é justamente aquilo que está escondido dentro dele mesmo.  

Por isso, também existe o lado bom da solidão, que pode trazer o autoconhecimento, a própria aceitação... Mas isso, geralmente é difícil de ser feito, visto que estando "emocionalmente acompanhado" tudo fica mais fácil.



Hoje, o que preciso é aprender a viver comigo mesma... Pois só assim, penso que posso aprender a conviver com o outro. Como me disse uma amiga ontem: "Precisar de alguém é como precisar de uma droga, é um vício, você sabe que te faz mal, mas não consegue ficar sem." (Ilka)

Então, que esse medo da solidão se afaste e se transforme na calmaria que eu preciso para esse momento. Que eu aprenda a me aceitar como sou.... e, o mais importante, que eu aprenda a lidar com a perdas, pois elas são inevitáveis...  





domingo, 11 de março de 2012

"Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio, porque sou um animal sentimental, que me apego facilmente ao que desperta o meu desejo e, penso que por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim...
Que a música que ouço ao longe, seja linda, ainda que tristeza, pois estou presa a canções que parecem nunca ter fim...
Mas não estou interessada no que sinto, eu não acredito em ninguém e em nada além do que meus olhos podem ver. As pessoas esperam respostas, mas eu não as tenho... Mas me cansei de brigar comigo mesma por causa disso... Agora, penso um milhão de vezes antes de qualquer coisa a dizer... E, eu entendo o que tentaram me dizer, mas existem muitas coisas. Coisas que me faziam sonhar, mas que agora não me permitem dormir. Preciso de remédios! Ainda bem que existem os remédios! Esses são os meus únicos e verdadeiros companheiros.
Os sonhos? Ah, os sonhos... Longe se vai quando se sonha, mas onde se chega enfim? Será que um dia vou descobrir o que é isso que existe dentro de mim? Eu pensei que soubesse... mas me enganei!
É algo muito forte, incontrolável, indescritível, por isso vivo nessa caça de quem sou eu.
Não tenho medo do que posso descobrir de mim mesma, só temos que ter medo da intensidade da luta, do quanto estamos (ou não) preparados para ela. Não há nada a fazer, senão esquecer o medo, o medo do escuro talvez... e tentar fugir às armadilhas da mata escura. Afinal, o escuro só existe para a natureza mostrar a nós, que existe um momento em que precisamos descansar... não ver nada... nada além dos pensamentos e sonhos! E nessa hora, na hora da escuridão, só consigo pensar na minha vontade de ir embora, porque é tão gostoso ficar ali, os sonhos me dão a calma e a paz que eu (penso) mereço... e eu sinto que a tensão que me corrói por dentro dá uma trégua, pois estou cansada, muito cansada... física e mentalmente... Mas quando o dia acordar e, se por acaso o sol falhar ao enviar sua luz, vou acender mil velas para tentar fazer tudo clarear!
Eu não tenho mais medo da solidão, aliás, estou me apaixonando por ela... sou a única pessoa que está me suportando nesse momento. Porque vivo das lembranças do que fui alguns dias e não consigo pensar no que poderei ser no futuro.
Nem desejo mais que minha loucura seja perdoada, mas ao menos entendida... 
Por que hoje, metade de mim é vazio... e a outra metade... eu não sei!"



PS.: Fiz uma adaptação das músicas que estão me acompanhando todos os dias dessa minha tristeza:
Metade (Oswaldo Montenegro)
Sereníssima (Renato Russo)
Eu, caçador de mim (Milton Nascimento)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Estou de volta...
Sim... Aquela do primeiro post!
A verdadeira....
Por 45 dias eu deixei de ser eu mesma... Eu vivi um "sonho"... Eu senti coisas que nem imaginava que pudessem existir! 
FORAM, SEM NENHUMA DÚVIDA, OS MELHORES 45 DIAS DA MINHA VIDA!
Eu recebi, nesses dias, todo amor, carinho e atenção que eu não recebi durante meus 33 anos! Eu já estava começando a gostar de mim, do que via no espelho! 
Eu só não prestei atenção, que esses dias tinham "prazo de validade"... E não pensei em como seria quando chegasse o dia de acabar... Ou melhor, pensei sim! Mas as promessas de que não iriam acabar me confortavam!
ACABOU! DECISÃO TOMADA!
Eu não sei mais ser aquela que eu era... Não depois de conhecer essa que eu fui....
Conto cada minuto e faço o necessário para que isso acabe logo!
Egoísmo? Não! 
Isso se chama dor, fraqueza, saudade...

Era o que ele me dizia: 
Oh it must be magic
How inside your eyes
I see my destiny
Every time we kiss
I feel you breathe your love so deep inside of me
And if the moon and stars should fall
They'd be easy to replace
I would lift you to heaven
And you would take their place
E o que eu dizia:
Everyday I wake up
I thank God that you are still a part of me
Opened up the door to which
So many people never find the key
And if the sun shoud ever fail to send it's light
We will burn a thousand candles
And make everything alright

Acho que chegou a hora de tocar a canção inteira!





domingo, 12 de fevereiro de 2012

Esse post é para uma pessoinha muito especial, que não faz parte do meu convívio, mas que é muito amada e também para minha Bianca, que já não é mais criança, mas que vai ser sempre meu bebê. Lindas!!!

"Aos olhos do pai, você é uma obra prima que ele planejou,
 com suas próprias mãos pintou.
 A cor da sua pele, os seus cabelos desenhou, 
cada detalhe num toque de amor.
Você é linda demais, perfeita aos olhos do pai, 
alguém igual a você não vi jamais. 
Princesa!
 Linda demais, perfeita aos olhos do pai,
 alguém igual a você não vi jamais!!!"



Todas as crianças deveriam ser tratadas com carinho, com amor, com respeito! 

Na minha busca pela razão, vejo que a cada dia sou mais e mais emoção!

Acabei hoje de ler mais um livro: Ligação Eterna. Conta a história de um homem que conseguiu juntar sua riqueza material e se sentindo solitário resolve se casar. Conhece uma moça por quem se apaixona, mas usa a dívida que o pai tem com o banco dele, pra se casar com ela. Ele a amava, mas era muito ambicioso e ciumento. Tiveram 3 filhos, primeiro os gêmeos, depois uma filha, cujo nascimento provocou a morte da mãe.
Ele, em seu desespero por ter perdido a mulher que amava, renegou a filha. Dos gêmeos, a filha se perdeu nas bebidas e nas drogas e morreu e o filho se dedicou ao banco, pois o pai já não tinha mais condições, também havia se entregado às bebidas.


Mas com muito amor e muita compreensão do filho e da filha renegada, ele descobriu o verdadeiro sentido da vida a tempo. Ele pode recuperar o tempo perdido quando deixou a filha com os avós maternos e conseguiu retribuir ao filho todo carinho que ele tinha.


Uma história simples, perto de outras tantas que já li, mas que mais uma vez mostra qual o verdadeiro sentido da vida: AMAR E FAZER O BEM, SEM OLHAR A QUEM!!!

Essa é a forma que tento levar a minha vida. Sei que estou longe, muito longe de ser essa pessoa que só faz o bem, pois ainda tenho sentimentos de raiva, de mágoa... enfim, sentimentos normais, quando conseguem ser superados.
Mas ainda há muito a aprender,,,
Aprender para depois conseguir ensinar...

"Muitos vão orar e querem encontrar alguém, que garanta ao máximo a paz nos corações. Não há o que temer, embora o medo exista em nós, mas a fé nos faz mover montanhas com poder. Pode um milagre enfim acontecer, quando você acreditar. A esperança em ti, ninguém jamais irá matar, depende só se tu quiseres crer." (When You Believe - Whitney Houston)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Depois de tanto tempo e de tantas coisas que aconteceram, me encorajei a voltar com o Blog. 
Na verdade essa decisão não foi tomada sozinha, tive muito incentivo de uma pessoa muito especial, que eu amo e que me faz sentir capaz de muitas coisas.
No começo, pensei em talvez mudar o nome do Blog ou apagar as postagens antigas, mas não seria justo, mesmo porque, posso até apagar as postagens, mas o que eu senti e o que me aconteceu no passado eu nunca poderei apagar. Pensei também que, se alguém vir a ler o que escrevo, vai poder perceber o que mudou. E sim, muita coisa mudou!

Toda aquela solidão e depressão não fazem mais parte da minha vida! 
Como eu consegui? 
Com ajuda dos amigos, que foram essenciais para essa melhora e em especial de um grande amigo (Carlos), com eles também consegui passar a acreditar mais em mim e me levantar.
Fácil? Não! Definitivamente não foi fácil! Mas eu consegui.



"Meus amigos são todos assim: Metade loucura, 
outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, 
que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. 
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. 
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: Metade bobeira, outra metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. 
Quero-os metade infância e outra metade velhice. 
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, 
para que não tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem sou, pois vendo-os loucos e santos, 
bobos e sérios, crianças e velhos, 
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão 
imbecil e estéril" 
(Fernando Pessoa)

domingo, 19 de setembro de 2010

SOLIDÃO


   Em nosso crescimento como indivíduo, começamos um processo de separação já no nascimento, a partir do qual continuamos a ter uma independência crescente até a idade adulta. Sendo assim, passar por momentos solitários pode ser uma emoção saudável e, de fato, a escolha de ficar sozinho durante um período de solitude pode ser enriquecedora, pois traz conhecimento e amadurecimento. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo.


Mas como para tudo há um limite... existe um momento em que a solidão se torna uma tortura...

   Não digo aqui de solidão só quando estou em casa nos fins de semana sem ninguém pra conversar, mas também, pelos momentos em que estou rodeada de pessoas (muitas das quais eu adoro) e mesmo assim sinto um vazio no peito... Algo que não preenche, parece "oco"... Isto me faz pensar em sentimentos de abandono, rejeição, depressão, insegurança, ansiedade, falta de esperança, inutilidade, insignificância e ressentimento. Quando esses sentimentos são prolongados eles me tornam debilitada e me bloqueiam a capacidade de ter um estilo de vida e relacionamento saudáveis, eu me entrego à tristeza e sinto como se nunca fosse conseguir sair dela. 

   Hoje estou convencida de que não posso ser amada e isto só aumenta a minha experiência de sofrimento, o consequente distanciamento do contato social e essa baixa auto-estima, que pode dar início à desconexão social que pode me levar à solidão consciente (e talvez à loucura!).

TENHO MEDO DE TUDO ISSO!


   Para Nietzsche a solidão é o caminho que nos conduz para nós mesmos. 
O sentido da solidão que Nietzsche nos fala deve ser compreendido dentro de uma perspectiva existencialista, em que uma situação que permite ao homem um (re)inventar-se, superando obstáculos e condições difíceis (que se dá na solidão), evidentemente faz parte do dever, em contraposição tem a ingênua idéia de que a vida pode ser isenta de sofrimento.

   Nietzsche muda de órbita todo aquele sentido de “mal” que o homem moderno dá ao sofrimento e à dor. Segundo ele,  é reconhecendo nossa própria condição de horror que podemos contemplar o gozo e a alegria. Não se trata de aceitação nem conformismo, mas é por essa condição de relação “para além do Bem e do Mal” para com o sofrimento e a dor, que podemos nos empenhar em ações criativas do viver, dando sentido e significados à tragédia da vida. 

   Em outras palavras, sem a dor e o sofrimento, onde haveria material em potencial para o homem fazer música alegre para o seu viver?



Será que Nietzsche estava certo? Será que devo me "acostumar"?

De onde pode vir a resposta?

Eis meu lado EMOÇÃO! Sempre acima da razão... só não sei, realmente, até quando vou aguentar!